História de Oliveira
Fundada em , a cidade que faz parte da Microrregião de Oliveira, na mesorregião do Oeste de Minas, Oliveira tem um total de 896.96 km², com uma população de 39262 habitantes, divididos entre o distrito-sede, e o distrito de Morro do Ferro, sendo um município , fazendo divisa com os municípios de , sendo os nascentes na cidade chamados de .

Oliveira-MG
Fundada em , a cidade que faz parte da Microrregião de Oliveira, na mesorregião do Oeste de Minas, Oliveira tem um total de 896.96 km², com uma população de 39262 habitantes, divididos entre o distrito-sede, e o distrito de Morro do Ferro, sendo um município , fazendo divisa com os municípios de , sendo os nascentes na cidade chamados de .
História de Oliveira
Origem do Nome: A origem do topônimo mais difundida está amparada na religiosidade; o nome Oliveira surgiu em homenagem à santa católica “Nossa Senhora da Oliveira”. Em Portugal, Nossa Senhora da Oliveira era invocada como padroeira dos oficiais confeiteiros, carpinteiros de carruagem e de carros em geral. Erguida a igreja em honraria à santa (por volta de 1785), no interior da matriz foi escrita a seguinte frase em latim: Quase oliva speciosa in campis. Esta frase significa “como a Oliveira no campo dos belos lugares”, o que fazia uma relação do belo cenário paisagístico natural com a santa portuguesa.
Até boa parte do século XVII, essas terras, que hoje fazem parte da região Oeste de Minas, eram ocupadas pelos indígenas Carijós que, na sequência histórica, foram desalojados pelas tribos Cataguás (ou Cataguáses) que por ali permaneceram até a chegada do bandeirante Lourenço Castanho Tanques que violentamente expulsou aquela tribo por volta de 1670.
Tanques partiu de São Paulo na trilha do bandeirante Fernão Dias, mas, em certa altura de sua marcha, desviou-se para o Oeste rumo às ricas plagas goianas. A este caminho, que mais tarde também viria a ser desbravado por outros bandeirantes, como Bartolomeu Bueno Anhanguera, foi dado o nome de “Picada de Goiás”.
A Picada de Goiás era um atalho para as terras goianas que, em longos trajetos e com diversas encruzilhadas fazia, no século XVIII, a ligação de quatro importantíssimas capitanias: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Para rechaçar os aquilombados, os governantes de Minas Gerais, além de organizarem tropas de combate, foram retalhando em sesmarias o Campo Grande, concedendo-as aos abridores de caminhos e aos conquistadores daquelas terras. Tudo isto ocorreu por volta de 1752.
Este importante caminho ganhou suas honras ao levar diversos homens à exploração do ouro, inicialmente em Tamanduá (hoje Itapecerica) e depois em Paracatu. Em meados do século XVIII, estas regiões eram abastadas do rico mineral e com os exploradores, vinham pela Picada de Goiás escravos, alimentos e utensílios para subsidiar a mineração.
A colonização do território, que mais tarde constituiria o município de Oliveira, prende-se a um conflito desencadeado no oeste mineiro, em meados do século XVIII. Esse conflito, que durou anos e custou várias vidas (principalmente as dos homens negros), passou para a história com o nome de “Conquista do Campo Grande”.
Entendia-se por Campo Grande toda a região ocidental, compreendida entre o Rio das Mortes (cuja nascente encontra-se na cidade de Santos Dumont, na Serra da Mantiqueira) e as cabeceiras do rio São Francisco, indo até bem próximo dos sertões da Farinha Podre (hoje a cidade de Uberaba).
Dentro desta região, Oliveira era conhecida como “Campo Grande da Picada de Goiás” ou “Campo Grande da Travessia de Goiás ou ainda “Caminho Novo de Goiás” pois se localizava, de fato, na travessia, em um atalho para aqueles que se dirigiam às terras goianas (FONSECA, 1961).
Antigo edifício do Fórum de Oliveira
O prédio foi concluído nos anos finais do século XIX pelo arquiteto português José Fernandes do Couto, com linguagem arquitetônica neoclássica, tanto em sua composição geral, como na decoração de seus detalhes, filiando-se ao estilo eclético. A decoração foi executada pelo escultor italiano Ravagnielli. Por seu porte demonstra o que tinha de mais moderno para sua época, fruto de um município em pleno desenvolvimento econômico e social, longe, portanto da pobreza e decadência do fim do ouro. O antigo Fórum e atualmente Casa de Cultura e Museu Carlos Chagas localiza-se no antigo Largo da Matriz.
Localização: Praça XV de Novembro, 103

Igreja Matriz de Nossa Senhora de Oliveira
Situada às margens da antiga Picada de Goiás – ramificação do Caminho Novo aberto nas Minas setecentistas – a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Oliveira foi construída entre os anos 1780 a 1790 em substituição a primitiva capela que se encontrava em degradação. O Templo carrega características de tipologia Rococó, construído em alvenaria de pedras em canjica, rebocado e pintado. A nave é ladeada por duas torres circulares ligeiramente recuadas, capela-mor com dois corredores laterais, sacristia atrás do retábulo-mor e, aos fundos, a Capela do Santíssimo, com acesso realizado pelo corredor lateral esquerdo e consistório com entrada pelo corredor direito. Devido às intervenções sofridas ao longo de várias décadas, a Matriz de Nossa Senhora de Oliveira apresenta característica de várias fases distintas, destacando-se o estilo rococó do início da construção e o neoclássico que marcou o fim das obras no século XIX.
Localização: Praça Dr. José Ribeiro da Silva, 60, Centro

Centro Histórico de Oliveira
O núcleo urbano da cidade de Oliveira apresenta uma trajetória histórica significativa, com casarões coloniais de porte avantajados e sobrados elegantes do período de transição para o ecletismo, cuja riqueza decorativa e o vigor da arquitetura protomoderna denotam um quadro arquitetônico de grande homogeneidade.

Ao longo dos anos 1998 a 2006, o município de Oliveira tombou 27 bens culturais, entre prédios públicos, igrejas, imagens, túmulos, cachoeiras, nascentes e afluentes, grutas, lagoa, parques, praças e um imóvel particular. Por sua vez, já em 1978, o IEPHA/MG havia protegido o Fórum, atual Casa de Cultura. Anos depois – 2000 e 2010 – tombou a igreja Matriz de Nossa Senhora de Oliveira e as Ruínas do Casarão do Capitão Henrique respectivamente. O Centro Histórico, no entanto, objeto de constantes ameaças, continuava desprotegido. As pesquisas empreendidas pelo IEPHA/MG constataram a presença de valores culturais que justificavam a sua proteção, efetivada finalmente no ano de 2013.
Ruínas do Casarão do Capitão Henrique
Construído na virada do século XIX para o XX pela família Ribeiro de Castro. A edificação contava com dezoito cômodos e um porão alto construído sobre base de pedra com tijolos nas paredes externas e pau-a-pique nas internas. Possuía pinturas parietais em alguns ambientes internos, elaborados por artistas anônimos.

Em 1999, o casarão denominado “do Capitão Henrique” foi objeto de um processo judicial devido ao inicio da demolição autorizada pela Prefeitura Municipal de Oliveira. Esse conflito de interesses culminou com o tombamento provisório como uma ação emergencial para salvar o imóvel. A destruição da edificação ocorrida durante o andamento do processo implicou em perda dos valores arquitetônicos detectados.
Em março de 2010, o CONEP deliberou pela preservação das ruínas do Casarão do Capitão Henrique, devido ao seu caráter de testemunho de uma determinada arquitetura e de seu uso no passado. As ruínas desse imóvel do século XIX são um importante elemento que compõe uma área de relevância cultural para o município de Oliveira – a Igreja Matriz e seu entorno.
Localização: Praça Domingos Ribeiro de Oliveira, 222
Formação Administrativa
Bandeira e Brasão da Cidade de Oliveira
Geografia
População [2022]: 39262 (IBGE)
Densidade Demográfica [2022]: 43.77 hab./km² (IBGE)
Área Total: 896.96 km² (FJP)
Área Urbanizada [2019]: km² (IBGE)
Divisas:
População Urbana e Rural
Distrito | População | Pop. Urbana | Pop. Rural |
---|---|---|---|
Oliveira | 37.172 (94.68%) | 34.971 (94.08%) | 2.201 (5.92%) |
Morro do Ferro | 2.090 (5.32%) | 1.289 (61.67%) | 801 (38.33%) |
Total | 39.262 hab | 36.260 (92.35%) | 3.002 (7.65%) |
Distritos | 2.090 (5,32%) | 1.289 (3,55%) | 801 (26,69%) |
Território
Distrito | Área | Densidade | % Área |
---|---|---|---|
Oliveira | 679,36 km² | 54,72 hab/km² | 75,74% |
Morro do Ferro | 217,60 km² | 9,60 hab/km² | 24,26% |
Total | 896,96 km² | 43,77 hab/km² | 100,00% |
Distritos | 217,60 km² | 9,60 hab/km². | 24,26 % |
População x Domicílio
Distrito | Domicílios | População | Pessoas por Domicílios |
---|---|---|---|
Oliveira | 17.138 (93,20%) | 37.172 hab. | 2,17 |
Morro do Ferro (1842) | 1.251 (6,80%) | 2.090 hab. | 1,67 |
Total | 18.389 | 39.262 hab. | 2,14 |
Distritos | 1.251 (6,80%) | 2.090 (5,32%) | 1,67 |
Economia
Agropecuária:
Extrativismo:
Indústria:
Comércio e Serviços:
Bairros, Distritos e Comunidades Rurais
Distritos de Oliveira
Atualmente são 2 distritos, Oliveira (distrito-sede) e Morro do Ferro.
1. Oliveira
O distrito-sede de Oliveira tem uma área de 679.36 km² dos 896.96 km², ou seja, 75.74% do território.
Mapa do Distrito de Oliveira
2. Morro do Ferro
O distrito de Morro do Ferro tem uma área de 217.60 km², ou seja, 24.26% do território, a lei de criação do distrito é a Lei Provincial nº 239 de 30/11/1842.
Mapa do Distrito de Morro do Ferro
Mapa da Cidade de Oliveira
Tempo na Cidade de Oliveira
Fontes:
IBGE, Fundação João Pinheiro, Site da Prefeitura de Oliveira, Iepha, Cefedes, Wikipédia, Minas, Emater.