Distrito de Paraíso Garcia
Localizado no município de Santa Rita de Ibitipoca, o distrito de Paraíso Garcia conta uma população de 586 habitantes, em uma área de 59.40 km², ou seja, 18.38% do território, sendo que a lei de criação do distrito é a Lei Estadual Nº 2764 de 30/12/1962.

Distrito de Paraíso Garcia
O distrito de Paraíso Garcia com uma população de 586 habitantes tem uma área de 59.40 km², ou seja, 18.38% do território, a lei de criação do distrito é a Lei Estadual Nº 2764 de 30/12/1962.
A história da localidade de Paraíso Garcia ainda não foi escrita, o que vem dificultando profundamente nossos estudos. Com o objetivo de ampliarmos o conhecimento geral a respeito, abrimos aqui um espaço para os dados que temos encontrado.
No povoado chamado então José Pinto, foi construída a capela de São Sebastião de Nova Cruz, em 1901. Teve este nome até 1911, quando foi criado o distrito com o nome de Campolide. O território que o constitui foi desmembrado de Santa Rita de Ibitipoca e dele faziam parte ainda, entre outros, os povoados do Vermelho e do Almeidas.
Mais tarde, o governo de Minas Gerais mudou o nome do distrito de Campolide pelo de Saldanha, nome de um morador da localidade chamada Almeidas. Pelo mesmo ato governamental, a sede do distrito foi transferida para o antigo povoado chamado Vermelho.
Em 1938, o distrito de Saldanha foi desmembrado do município de Barbacena, incorporado ao novo município de Bias Fortes e teve restabelecido o nome Campolide. Com isto passou a haver duplicidade deste nome: Campolide, povoado (antigo José Pinto) e Campolide, vila (antigo Vermelho).
Finalmente, em 1962, o distrito de Ibitipoca foi elevado a município, com o nome de Santa Rita de Ibitipoca, e a ele foi incorporado o território correspondente ao distrito de Campolide, desmembrado do município de Bias Fortes. Na mesma ocasião, parte do território de Campolide passou a formar novo distrito, com sede no povoado de Campolide - antigo José Pinto - e com nome de Paraíso Garcia, em homenagem a Paraíso José Garcia”.[2]
Como se vê, nossos estudos nos levam a pesquisar o entorno da atual Paraíso Garcia, região de povoamento bastante antigo, com predominância das famílias Garcia e Pereira.
A cidade de Bias Fortes, à qual Paraíso Garcia pertenceu, tem referências históricas a partir de 1826, quando uma povoação chamada Quilombo já gozava da categoria de “distrito”. Segundo tradições locais, a denominação surgiu por ser local de esconderijo de negros fugitivos que se aglomeravam no entroncamento de dois rios: Quilombo e Vermelho. Somente no século vinte veio a ser conhecida com o atual nome, homenagem à Crispim Jacques Bias Fortes. Entre os documentos mais remotos de que se tem notícia, o livro “Termo de Conciliação do Bem Viver” foi aberto e rubricado pelo Juiz de Paz de nome José Ribeiro de Almeida. Nos anos cinquenta do século vinte, o distritro de Paraíso Garcia era também conhecido como Paraíso Grande.[3]
Já o nome Santa Rita de Ibitipoca tem tradição histórica bem mais conhecida. Freguesia desmembrada de Barbacena a 21 de outubro de 1826, a Igreja de Santa Rita de Cássia de Ibitipoca registra Francisco Joaquim de Araújo como seu primeiro vigário colado, apresentado por carta da regência de 03.02.1832. Em seguida contou com o padre José Joaquim de Almeida, apresentado por Carta da Presidência da Província de 09.10.1839 e colado no dia 06.12.1839. Em sua criação, teve esta freguesia as capelas filiais de Quilombo e Ibertioga.[4]
Para levantarmos as origens da família de Paraíso José Garcia, assim como a história da localidade hoje conhecida como Paraíso Garcia, servimo-nos da seguinte relação de freguesias e distritos do município de Barbacena. [5]
Freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Barbacena;
Freguesia de João Gomes;
Freguesia de Melo do Desterro;
Freguesia de Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe;
Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Ibitipoca;
Freguesia de Quilombo;
Freguesia de Santana do Barroso;
Freguesia de Santa Rita de Cássia de Ibitipoca;
Distrito de Curral;
Distrito de Ibertioga;
Distrito de Ilhéus;
Distrito de Livramento;
Distrito de Ribeirão;
Distrito de Santana do Garambéu.
Em nosso próximo artigo falaremos um pouco mais do Povoado de José Pinto, nascido em terras de José Avelino da Silva Pinto. Em 1904, Paraíso José Garcia adquire a vila e para ali transfere-se com sua família.
Bibliografia
[1] - Dicionário Histórico Geográfico de Minas Gerais - Waldemar de Almeida Barbosa.
[2] - Nossos Parentes - Odilon Oliveira Fonseca e Geraldo Fonseca
[3] - Enciclopédica dos Municípios Brasileiros – IBGE - 1957
[4] - Instituições de Igrejas no Bispado de Mariana – Cônego Raimundo Trindade – Edição do Ministério da Educação e Saúde – RJ - 1945
[5] – Tratado de Geografia Descritiva Especial da Província de Minas Gerais – José Joaquim da Silva – Edição da Fundação João Pinheiro – MG 1997

Geografia
População Urbana e Rural
| Distrito | População | Pop. Urbana | Pop. Rural |
|---|---|---|---|
| Santa Rita de Ibitipoca | 2.354 (71.31%) | 1.765 (74.98%) | 589 (25.02%) |
| Bom Jesus do Vermelho | 361 (10.94%) | 274 (75.9%) | 87 (24.1%) |
| Paraíso Garcia | 586 (17.75%) | 214 (36.52%) | 372 (63.48%) |
| Total | 3.301 hab | 2.253 (68.25%) | 1.048 (31.75%) |
| Distritos | 947 (28,69%) | 488 (21,66%) | 459 (43,80%) |
Território
| Distrito | Área | Densidade | % Área |
|---|---|---|---|
| Santa Rita de Ibitipoca | 216,06 km² | 10,90 hab/km² | 66,85% |
| Bom Jesus do Vermelho | 47,74 km² | 7,56 hab/km² | 14,77% |
| Paraíso Garcia | 59,40 km² | 9,87 hab/km² | 18,38% |
| Total | 323,20 km² | 10,21 hab/km² | 100,00% |
| Distritos | 107,14 km² | 8,84 hab/km². | 33,15 % |
População x Domicílio
| Distrito | Domicílios | População | Pessoas por Domicílios |
|---|---|---|---|
| Santa Rita de Ibitipoca | 1.269 (65,89%) | 2.354 hab. | 1,86 |
| Bom Jesus do Vermelho (1962) | 247 (12,82%) | 361 hab. | 1,46 |
| Paraíso Garcia (1962) | 410 (21,29%) | 586 hab. | 1,43 |
| Total | 1.926 | 3.301 hab. | 1,71 |
| Distritos | 657 (34,11%) | 947 (28,69%) | 1,44 |
Mapa do Distrito de Paraíso Garcia
Fonte: IBGE
Fonte: Fundação João Pinheiro
Fonte: Site da Prefeitura
Fonte: Iepha