Francisco Sá de Carlos Chagas (Francisco Sá)
Localizado no município de Carlos Chagas, o distrito de Francisco Sá de Carlos Chagas está em uma área de km², ou seja, 0.00% do território, sendo que a lei de criação do distrito é a Lei Municipal Nº 2.193 de 13/09/2023.
Francisco Sá de Carlos Chagas
Localizado no município de Carlos Chagas, o distrito de Francisco Sá de Carlos Chagas está em uma área de km², ou seja, 0.00% do território, sendo que a lei de criação do distrito é a Lei Municipal Nº 2.193 de 13/09/2023.
Origem do Nome:Francisco Sá foi deputado provincial por Minas Gerais, ministro de Viação e Obras Públicas dos governos Nilo Peçanha e Artur Bernardes e da Agricultura, Indústria e Comércio de Nilo Peçanha.
Quando Francisco Sá surgiu estava localizado no distrito de Urucu (Carlos Chagas), no município de Teófilo Otoni, em 1938 passa a fazer parte de Presidente Pena, em 1948 de Epaminondas Otoni (Colônia), em 2023 passa a distrito com o Francisco Sá de Carlos Chagas, os primeiros habitantes documentos são os Bakuen.
Colônia Militar do Mucuri
A última tentativa oitocentista de fixar uma povoação na barra do Todos os Santos veio em 1847, mas inserida em um contexto mais amplo de ocupação forçada do vale do Mucuri. Já no ano anterior, o governo provincial mineiro havia lançado o edital da Colônia Militar do Mucuri (12 de fevereiro de 1846), proibindo escravizados como forma de estimular o uso de mão de obra indígena sob o discurso da “civilização”. A colônia, no entanto, sucumbiria em 1849 diante de doenças, falta de abastecimento e ataques indígenas. Foi nesse ambiente de tensão que surgiu o plano específico para a barra do Todos os Santos.
Na fala de abertura da Assembleia Provincial em 1847, o presidente Quintiliano José da Silva anunciou que o Governo Imperial colocara à disposição da província o missionário capuchinho frei Domingos de Casali, encarregado da catequese dos indígenas da comarca do Jequitinhonha, com o objetivo expresso de fundar uma colônia indígena exatamente na barra do rio Todos os Santos. Para dar suporte à iniciativa, o alferes João José Dias Pinheiro, ajudante da Companhia dos Pedestres do Jequitinhonha em Minas Novas, foi enviado de Ouro Preto no início de janeiro, levando consigo sete bestas arreadas do corpo policial para transportar víveres. Cabia a ele estabelecer na barra o Quartel Geral da Companhia, garantir a abertura de roças e tornar transitável a estrada entre Minas Novas e aquele ponto.
Todavia, frei Domingos jamais iniciou a colônia. Acompanhando o alferes, conforme consta da mesma fala, ele simplesmente não realizou a fundação. Naquele mesmo ano, sua atenção se voltou para a aldeação dos índios Kran e Rubim do Sul em Farranchos, à margem direita do Jequitinhonha, a seis léguas de São Miguel (hoje Vila Jequitinhonha). Paralelamente, assumiu a cura das almas da freguesia de São Miguel, substituindo o vigário Antônio da Costa Mello, transferido para Calhão. O projeto da barra ficou abandonado.
Não foi, porém, o único esforço frustrado naqueles anos. O diretor dos índios do Jequitinhonha, em data próxima (entre 1847 e 1850), tentou uma estratégia indireta: transferiu alguns indígenas dos aldeamentos daquela região — especificamente Maxakalis para o quartel de Santa Cruz (hoje Rio Pretinho), destinado a prestar apoio e suprir as necessidades da Companhia do Mucuri — com o objetivo de aldear os Bakuen na barra do Todos os Santos. A tentativa, assim como a anterior, foi malsucedida. Os Bakuen não se fixaram na barra.
O plano de povoar a barra do Todos os Santos, mais uma vez, dissolveu-se antes de qualquer realização concreta. Somaria-se, assim, a uma longa série de projetos que, ao longo de três décadas, esbarraram na resistência do sertão, na hostilidade indígena (ou na simples recusa em se submeter ao aldeamento) e na descontinuidade administrativa do Império. A barra permaneceria praticamente despovoada até a chegada da Estrada de Ferro Bahia-Minas, que surgiu mais tarde em 1896 com a Estação Todos os Santos, mais tarde Estação Presidente Pena, já no final do século XIX, quando o antigo sonho de colonização finalmente encontraria nos trilhos um caminho — ainda que às custas da definitiva expropriação das terras indígenas.
Estrada de Ferro Bahia e Minas (EFBM)
Povoado Francisco Sá
O povoado de Francisco Sá começa em junho de 1896 com a inauguração da Estação Ferroviária de Francisco Sá, hoje pertence ao Clube de Amigos de Francisco Sá se encontra em excelente estado de conservação, pois passou por uma reforma, mantendo as suas características originais. A Estação Ferroviária da Bahia Minas, em Francisco Sá sofreu tombamentos Históricos junto ao IEPHA-Mg
Em 2023 Epaminondas Otoni (Colônia), perdeu o Povoado de Francisco Sá, que passa a se chamar Distrito Francisco Sá de Carlos Chagas, pois já existe um município chamado Francisco Sá.
Estações Ferroviária
| Distrito | Estação | Criação |
| Francisco Sá | Francisco Sá | 1896 |
| Presidente Pena | Mangalô 1 | 1926) |
| Presidente Pena | Presidente Pena (Todos os Santos) | 1895 |
| Carlos Chagas | Carlos Chagas (antiga Urucu e Presidente Getúlio) | 1892 |
| Carlos Chagas | Xarqueada ou Charqueada | 1936 |
| Carlos Chagas | Pampam | 1926 |
| Mairink | Mairink ou Mairinque | 1891 |
Formação Administrativa
1896
O povoado de Francisco Sá começa em 1896 com a inauguração da Estação Ferroviária de Francisco Sá
2023
Pela Lei Municipal Nº 2.193 de 13/09/2023 surge o distrito de Francisco Sá de Carlos Chagas com área desmembrada do distrito de Epaminondas Otoni (Colônia), e Mayrink, anteriormente Povoado pertecente a sede.
Geografia
Francisco Sá de Carlos Chagas e Mayrink se tornaram distritos após o Censo, então os dados de área, população, densidade e domicílios sofreu uma mudança.
População Urbana e Rural
| Distrito | População | Pop. Urbana | Pop. Rural |
|---|---|---|---|
| Carlos Chagas | 14.280 (76.71%) | 11.540 (80.81%) | 2.740 (19.19%) |
| Epaminondas Otoni | 1.626 (8.73%) | 684 (42.07%) | 942 (57.93%) |
| Presidente Pena | 2.709 (14.55%) | 588 (21.71%) | 2.121 (78.29%) |
| Total | 18.615 hab | 12.812 (68.83%) | 5.803 (31.17%) |
| Distritos | 4.335 (23,29%) | 1.272 (9,93%) | 3.063 (52,78%) |
Território
| Distrito | Área | Densidade | % Área |
|---|---|---|---|
| Carlos Chagas | 1.767,72 km² | 8,08 hab/km² | 55,25% |
| Epaminondas Otoni | 494,00 km² | 3,29 hab/km² | 15,44% |
| Presidente Pena | 937,77 km² | 2,89 hab/km² | 29,31% |
| Total | 3.199,50 km² | 5,79 hab/km² | 100,00% |
| Distritos | 1.431,78 km² | 2,96 hab/km². | 44,75 % |
População x Domicílio
| Distrito | Domicílios | População | Pessoas por Domicílios |
|---|---|---|---|
| Carlos Chagas | 6.669 (72,30%) | 14.280 hab. | 2,14 |
| Epaminondas Otoni (1948) | 1.029 (11,16%) | 1.626 hab. | 1,58 |
| Presidente Pena (1938) | 1.526 (16,54%) | 2.709 hab. | 1,78 |
| Total | 9.224 | 18.516 hab. | 2,02 |
| Distritos | 2.555 (27,70%) | 4.236 (22,88%) | 1,66 |
Mapa do Francisco Sá de Carlos Chagas
Fontes:
Tetteroo, Frei Samuel. O Município de Teófilo Otoni: Notas Históricas e Chorográficas.
REINAULT, Pedro Victor. Relatório da exposição dos Rios Mucury e Todos os Santos, feita por ordem do Exm. governo de Minas Geraes... Revista Trimensal de Historia e Geographia, tomo VIII, p. 356-375, 1846. [2ª ed., 1867].
ALMEIDA, Luiz Sávio de; GALINDO, Marcos; ELIAS, Juliana Lopes (orgs.). Índios do Nordeste: temas e problemas 2. - A guerra do Mucuri: conquista e dominação dos povos indígenas, Maceió: EDUFAL, 2000.
Fonte: IBGE
Fonte: Fundação João Pinheiro
Fonte: Site da Prefeitura
Fonte: Iepha