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Aldeia Indígena de Pradinho (Pananiy)

Segundo o Censo do de IBGE 2022, tem uma população de 671 habitantes, em a área é de 5305 hectares (as duas aldeias), com uma taxa de alfabetização de 75.58%, está localizada na Zona Rural de Bertopólis, no córrego Pradinho, a demarcação do território ocorreu em 1940, unificado em 2000. A língua local é o Tikmũũn yĩy ax, também conhecido como Maxakali.

História da Aldeia Indígena de Pradinho (Pananiy)

Etnia Tikmũ’ũn

Na região de Santa Helena de Minas e Bertópolis existe aldeias da etnia Maxakali ou Tikmũ’ũn, com as aldeias em Água Boa (Kõnãg Mai ou Akmamo) em Santa Helena, e Pradinho (Pananiy), são 1933 habitantes (56 fora das aldeias) com base no censo de 2022, cerca de 17.55% da população de Santa Helena e Bertópolis.

A Aldeia Indígena de Pradinho (Pananiy) foi reconhecida pela Fundação Cultural Palmares como remanescente quilombola em 03/12/2015, o nome da comunidade indigena vem no nome do córrego local, de nome Pradinho.

Origem: Em 1940, foram demarcadas as terras de Pradinho (Pananiy), em Bertópolis, e Água Boa (Kõnãg Mai ou Akmamo), em Santa Helena de Minas. Com isso, os Maxakalí conseguiram retomar parte de seu território tradicional. Mas essa recuperação aconteceu de forma incompleta. A área que ligava as duas terras já havia sido vendida a fazendeiro pelo governo, e, por isso, as comunidades permaneceram separadas durante décadas, em função disso, a região da Aldeia Grande também ficou de fora da demarcação.

Assim, embora Pradinho e Água Boa tivessem sido reconhecidas ainda em 1940, a unificação dessas terras só se tornou realidade no ano de 2000, quando os Maxakalí conquistaram a faixa que ainda mantinha os dois territórios divididos.

Anos depois, em 2005, um conflito interno entre os Maxakalí levou à intervenção da Funai. Parte do grupo, cerca de 200 pessoas, foi levada provisoriamente para Campanário. Outro grupo menor seguiu para Resplendor, onde permaneceu junto aos Krenák.

Em 2007, os que estavam em Campanário foram transferidos para uma nova área adquirida pela Funai, a Aldeia Verde (Apne Yĩxux), no município de Ladainha. Já o outro grupo passou a viver em Cachoeirinha (Ĩmmoknãg), no distrito de Topázio, em Teófilo Otoni. Assim, além de Pradinho (Pananiy) e Água Boa (Kõnãg Mai ou Akmamo), o povo Tikmũ’ũn passou a contar também com os territórios de Aldeia Verde (Apne Yĩxux) e Cachoeirinha (Ĩmmoknãg).

População indígena Maxakali IBGE 2022

Município P. indígena Em terras indígenas Fora
Santa Helena 1.239 1.206 33
Bertópolis 694 671 23
Ladainha 171 164 7
Teófilo Otoni 476 33 443
TOTAL 2.580 2.074 506

A Aldeia Escola Floresta (Yãy Hã Mĩy) não foi contabilizada como terra índigena

População indígena Maxakali Por Aldeia IBGE 2022

Município Aldeia
Água Boa (Kõnãg Mai ou Akmamo) 1.206
Pradinho (Pananiy) 671
Aldeia Verde (Apne Yĩxux) 164
Mundo Verde / Cachoeirinha (Ĩmmoknãg) 33
Aldeia Escola Floresta (Yãy Hã Mĩy)* 307
TOTAL 2.381

Aldeia Escola Floresta (Yãy Hã Mĩy) *Estimativa com base na população indígena rural do município em 2022 (340), descontadas as 33 pessoas de Mundo Verde / Cachoeirinha.

Divisão Geografica

É compostas por várias aldeias menos, como Aldeia Indígena Maxacali Ducolino, Aldeia Indígena Maxacali Nóvila, Aldeia Indígena Maxacali Bela Vista, Aldeia Indígena Maxacali Facundes, Aldeia Indígena Maxacali Vila Vila, Aldeia Indígena Maxacali Mineiro, Aldeia Indígena Maxacali Vila Nova, , Aldeia Indígena Maxacali Terra Maxacali, Aldeia Indígena Maxacali Eucário, Aldeia Indígena Maxacali Tarzan, Aldeia Indígena Maxacali, Aldeia Nova, Aldeia Indígena Amor À Vida

Comunidades Quilombolas

Nome Certificação FCP Abert. Processo Incra
Pradinho 03/12/2015 2016 FCP

Mapa da Aldeia Indígena de Pradinho (Pananiy)

Fontes:

SILVA, Mário André Coelho da. Tikmũũn yĩy ax tinã xohi xi xahĩnãg : sons e pedaços da língua Maxakalí: descrição da fonologia e morfologia de uma língua Macro-Jê. 2020. 320 f. Tese (Doutorado) — Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Letras, Belo Horizonte, 2020.

Relação Das Comunidades Negras Quilombolas Em Minas Gerais: Centro De Documentação Eloy Ferreira Da Silva

Comissão Pró-Índio de São Paulo