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Aldeia Indígena Hãm Yîxux ou Aldeia Verde

Segundo o Censo do de IBGE 2022, tem uma população de 164 habitantes, em a área é de 522.72 hectares, com uma taxa de alfabetização de 89.89%, está localizada na Zona Rural de Ladainha, no Córrego Curvina, a demarcação do território ocorreu em 2007. A língua local é o Tikmũũn yĩy ax, também conhecido como Maxakali.

Aldeia Indígena Hãm Yîxux ou Aldeia Verde

Localizado no município de Ladainha, Córrego Curvina, a Aldeia Hãm Yîxux é da etnia Tikmu'un (Maxakali), segundo o IBGE, tem uma população de 164 habitantes, e uma taxa de alfabetização de 89.89%, em 2010, apenas 13.3%.

História de Aldeia Indígena Hãm Yîxux ou Aldeia Verde

Os indígenas Maxakali que fundaram a Aldeia Escola Floresta (Yãy Hã Mĩy) em Teófilo Otoni viviam, antes, na Aldeia Verde, no município de Ladainha, de onde migraram em função de conflitos que decorreram, principalmente, da alta concentração populacional na localidade. Em virtude disso, cerca de dois terços de sua população deixaram a aldeia em junho de 2020.

Origem: Em 1940, foram demarcadas as terras de Pradinho (Pananiy), em Bertópolis, e Água Boa (Kõnãg Mai ou Akmamo), em Santa Helena de Minas. Com isso, os Maxakalí conseguiram retomar parte de seu território tradicional. Mas essa recuperação aconteceu de forma incompleta. A área que ligava as duas terras já havia sido vendida a fazendeiro pelo governo, e, por isso, as comunidades permaneceram separadas durante décadas, em função disso, a região da Aldeia Grande também ficou de fora da demarcação.

Assim, embora Pradinho e Água Boa tivessem sido reconhecidas ainda em 1940, a unificação dessas terras só se tornou realidade no ano de 2000, quando os Maxakalí conquistaram a faixa que ainda mantinha os dois territórios divididos.

Anos depois, em 2005, um conflito interno entre os Maxakalí levou à intervenção da Funai. Parte do grupo, cerca de 200 pessoas, foi levada provisoriamente para Campanário. Outro grupo menor seguiu para Resplendor, onde permaneceu junto aos Krenák.

Em 2007, os que estavam em Campanário foram transferidos para uma nova área adquirida pela Funai, a Aldeia Verde (Apne Yĩxux), no município de Ladainha. Já o outro grupo passou a viver em Cachoeirinha (Ĩmmoknãg), no distrito de Topázio, em Teófilo Otoni. Assim, além de Pradinho (Pananiy) e Água Boa (Kõnãg Mai ou Akmamo), o povo Tikmũ’ũn passou a contar também com os territórios de Aldeia Verde (Apne Yĩxux) e Cachoeirinha (Ĩmmoknãg).

População indígena Maxakali IBGE 2022

Município P. indígena Em terras indígenas Fora
Santa Helena 1.239 1.206 33
Bertópolis 694 671 23
Ladainha 171 164 7
Teófilo Otoni 476 33 443
TOTAL 2.580 2.074 506

A Aldeia Escola Floresta (Yãy Hã Mĩy) não foi contabilizada como terra índigena

População indígena Maxakali Por Aldeia IBGE 2022

Município Aldeia
Água Boa (Kõnãg Mai ou Akmamo) 1.206
Pradinho (Pananiy) 671
Aldeia Verde (Apne Yĩxux) 164
Mundo Verde / Cachoeirinha (Ĩmmoknãg) 33
Aldeia Escola Floresta (Yãy Hã Mĩy)* 307
TOTAL 2.381

Aldeia Escola Floresta (Yãy Hã Mĩy) *Estimativa com base na população indígena rural do município em 2022 (340), descontadas as 33 pessoas de Mundo Verde / Cachoeirinha.

Estrada de Acesso

Geografia

Hidrografia:

Distrito: Sede

Educação:

População Urbana e Rural

Distrito População Pop. Urbana Pop. Rural
Ladainha 9.967 (69.30%) 4.043 (40.56%) 5.924 (59.44%)
Concórdia de Mucuri 4.416 (30.70%) 623 (14.11%) 3.793 (85.89%)
Total 14.383 hab 4.666 (32.44%) 9.717 (67.56%)
Distritos 4.416 (30,70%) 623 (13,35%) 3.793 (39,03%)

Território

Distrito Área Densidade % Área
Ladainha 649,29 km² 15,35 hab/km² 74,75%
Concórdia de Mucuri 219,33 km² 20,13 hab/km² 25,25%
Total 868,62 km² 16,55 hab/km² 100,00%
Distritos 219,33 km² 20,10 hab/km². 25,25 %

População x Domicílio

Distrito Domicílios População Pessoas por Domicílios
Ladainha 4.385 (70,17%) 9.967 hab. 2,27
Concórdia de Mucuri (1953) 1.864 (29,83%) 4.416 hab. 2,37
Total 6.249 14.375 hab. 2,30
Distritos 1.864 (29,83%) 4.408 (30,66%) 2,36

Mapa de Aldeia Indígena Hãm Yîxux ou Aldeia Verde

Fonte: IBGE

Fonte: Fundação João Pinheiro

Fonte: Salvador Pires Pontes - Nomes Indígenas na Geografia de Minas Gerais, 1970

Fonte: Iepha