Aldeia Indígena de Água Boa (Kõnãg Mai ou Akmamo)
Segundo o Censo do de IBGE 2022, tem uma população de 1206 habitantes, em a área é de 5305 hectares (as duas aldeias), com uma taxa de alfabetização de 80.56%, está localizada na Zona Rural de Santa Helena, no córrego Água Boa, a demarcação do território ocorreu em 1940, unificado em 2000. A língua local é o Tikmũũn yĩy ax, também conhecido como Maxakali.

História da Aldeia Indígena de Água Boa (Kõnãg Mai ou Akmamo)
Etnia Tikmũ’ũn
Na região de Santa Helena de Minas e Bertópolis existe aldeias da etnia Maxakali ou Tikmũ’ũn, com as aldeias em Água Boa (Kõnãg Mai ou Akmamo) em Santa Helena, e Pradinho (Pananiy), são 1933 habitantes (56 fora das aldeias) com base no censo de 2022, cerca de 17.55% da população de Santa Helena e Bertópolis.
Origem: Em 1940, foram demarcadas as terras de Pradinho (Pananiy), em Bertópolis, e Água Boa (Kõnãg Mai ou Akmamo), em Santa Helena de Minas. Com isso, os Maxakalí conseguiram retomar parte de seu território tradicional. Mas essa recuperação aconteceu de forma incompleta. A área que ligava as duas terras já havia sido vendida a fazendeiro pelo governo, e, por isso, as comunidades permaneceram separadas durante décadas, em função disso, a região da Aldeia Grande também ficou de fora da demarcação.
Assim, embora Pradinho e Água Boa tivessem sido reconhecidas ainda em 1940, a unificação dessas terras só se tornou realidade no ano de 2000, quando os Maxakalí conquistaram a faixa que ainda mantinha os dois territórios divididos.
Anos depois, em 2005, um conflito interno entre os Maxakalí levou à intervenção da Funai. Parte do grupo, cerca de 200 pessoas, foi levada provisoriamente para Campanário. Outro grupo menor seguiu para Resplendor, onde permaneceu junto aos Krenák.
Em 2007, os que estavam em Campanário foram transferidos para uma nova área adquirida pela Funai, a Aldeia Verde (Apne Yĩxux), no município de Ladainha. Já o outro grupo passou a viver em Cachoeirinha (Ĩmmoknãg), no distrito de Topázio, em Teófilo Otoni. Assim, além de Pradinho (Pananiy) e Água Boa (Kõnãg Mai ou Akmamo), o povo Tikmũ’ũn passou a contar também com os territórios de Aldeia Verde (Apne Yĩxux) e Cachoeirinha (Ĩmmoknãg).
População indígena Maxakali IBGE 2022
| Município | P. indígena | Em terras indígenas | Fora |
|---|---|---|---|
| Santa Helena | 1.239 | 1.206 | 33 |
| Bertópolis | 694 | 671 | 23 |
| Ladainha | 171 | 164 | 7 |
| Teófilo Otoni | 476 | 33 | 443 |
| TOTAL | 2.580 | 2.074 | 506 |
A Aldeia Escola Floresta (Yãy Hã Mĩy) não foi contabilizada como terra índigena
População indígena Maxakali Por Aldeia IBGE 2022
| Município | Aldeia |
|---|---|
| Água Boa (Kõnãg Mai ou Akmamo) | 1.206 |
| Pradinho (Pananiy) | 671 |
| Aldeia Verde (Apne Yĩxux) | 164 |
| Mundo Verde / Cachoeirinha (Ĩmmoknãg) | 33 |
| Aldeia Escola Floresta (Yãy Hã Mĩy)* | 307 |
| TOTAL | 2.381 |
Aldeia Escola Floresta (Yãy Hã Mĩy) *Estimativa com base na população indígena rural do município em 2022 (340), descontadas as 33 pessoas de Mundo Verde / Cachoeirinha.
Divisão Geografica
É compostas por várias aldeias menos, como Aldeia Indígena Maxacali Ducolino, Aldeia Indígena Maxacali Nóvila, Aldeia Indígena Maxacali Bela Vista, Aldeia Indígena Maxacali Facundes, Aldeia Indígena Maxacali Vila Vila, Aldeia Indígena Maxacali Mineiro, Aldeia Indígena Maxacali Vila Nova, , Aldeia Indígena Maxacali Terra Maxacali, Aldeia Indígena Maxacali Eucário, Aldeia Indígena Maxacali Tarzan, Aldeia Indígena Maxacali, Aldeia Nova, Aldeia Indígena Amor À Vida
Comunidades Quilombolas
| Nome | Certificação FCP | Abert. Processo Incra | |
| Marcineiros | 20/05/2016 | 2016 | FCP |
| Oropinha | - | - | Cedefes |
Mapa da Aldeia Indígena de Água Boa (Kõnãg Mai ou Akmamo)
Fontes:
SILVA, Mário André Coelho da. Tikmũũn yĩy ax tinã xohi xi xahĩnãg : sons e pedaços da língua Maxakalí: descrição da fonologia e morfologia de uma língua Macro-Jê. 2020. 320 f. Tese (Doutorado) — Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Letras, Belo Horizonte, 2020.