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História de Novo Cruzeiro

Fundada em 1 de janeiro de 1943, a cidade que faz parte da microrregião de Araçuaí, na mesorregião do Jequitinhonha, Novo Cruzeiro tem um total de 1703,52 km², divididos entre o distrito-sede e os distritos de Lufa, Novilhona e Queixada, sendo um município da região de influência Araçuaí, fazendo divisa com os municípios de Itaipé, Setubinha, Araçuaí, Jenipapo de Minas, Chapada do Norte, Minas Novas, Ladainha, Caraí, sendo os nascentes na cidade chamados de neo cruzeirense.

Novo Cruzeiro-MG

Fundada em 1 de janeiro de 1943, a cidade que faz parte da microrregião de Araçuaí, na mesorregião do Jequitinhonha, Novo Cruzeiro tem um total de 1703,52 km², divididos entre o distrito-sede e os distritos de Lufa, Novilhona e Queixada, sendo um município da região de influência Araçuaí, fazendo divisa com os municípios de Itaipé, Setubinha, Araçuaí, Jenipapo de Minas, Chapada do Norte, Minas Novas, Ladainha, Caraí, sendo os nascentes na cidade chamados de neo cruzeirense.

História de Novo Cruzeiro

O povoamento de Novo Cruzeiro iniciou com a chegada do desbravador, Sr. Anastácio Roque. Até o início da segunda metade do século XIX toda a bacia do Rio Gravatá ainda era inabitada. A região teve seus primeiros habitantes com a fundação da Fazenda Lagoa, hoje distrito de Queixada, Fazenda do Bom Jesus, hoje distrito do Lufa, e Fazenda Gravatá, atual Novo Cruzeiro. Saindo de Araçuaí e seguindo o rio de mesmo nome, o desbravador entrou no afluente Rio Gravatá em busca de pedras preciosas. Ocupou a sub-bacia do Riacho São Francisco e onde hoje está o Bairro Puxa, o Sr. Anastácio Roque e toda equipe acamparam, fundando nesse lugar a primeira residência, mas as pedras preciosas foram tão poucas, que logo decidiram parar com o extrativismo e deram início à agropecuária, tornando-se grande proprietário de terras então pertencentes ao Município de Araçuaí. Devido a grande quantidade de gravatá que existia, fruto da família do abacaxi, sua propriedade recebeu o nome de “Fazenda Gravatá.”

Naquela época, muitas pessoas desse território morriam com picadas de cobras venenosas, e o índice era tão elevado que deixava a população assustada. No ano de 1917, o bispo da diocese de Araçuaí, Dom Serafim Gomes Jardim da Silva, ordenou que construísse uma capela para o santo protetor da humanidade contra cobras e todos bichos peçonhentos, São Bento. E assim foi feito, a antiga capelinha de São Benedito cedeu o espaço para a outra construção, porém com alvenaria mais moderna. Caracterizou-se um novo aspecto para aquela vila, que muitos já passaram a chamá-la de Vila São Bento.

No início da terceira década do século XX, ocorreu um fato que marcou para sempre a história do lugar, a construção da Ferrovia Bahia/Minas. Os trilhos chegaram em 1924, e a vila de menor expressão tomou um novo rumo, tornando-se um centro comercial, atraindo comerciantes vindos de outras regiões, entre eles, várias famílias turcas: Chain, Lauar, Mussi, Barrack, Faid e outras. Na década de 1930, a Vila Gravatá já ultrapassou a vila do Bom Jesus do Lufa em habitantes e no progresso.

Outro marco importantíssimo iniciado na década de 1930 foi a instituição da primeira escola, localizada no centro da Vila, funcionando em um salão com duas turmas e tendo como primeiras educadoras Antonieta Lopes e sua irmã Ina Lopes. A Fundação passou a Escolas Reunidas São Bento em 1944, sendo diretora e também professora a senhora Carmem Silvia Mendes Lages, as professoras Maria do Rosário Nogueira Reis, Maria Adelaide Xavier e Ana Leopoldina Esteves Lima. Em 1946, teve como diretora a Srª Serafina Esteves Lima e passou a Grupo Escolar Inácio Murta, em homenagem ao pai do primeiro prefeito, Sr. Mário Moreira Murta.

Durante os anos quarenta, com o comércio crescendo, a produção atingindo índices mais elevados, os trens da Bahia/Minas escoavam produtos e traziam a oportunidade de acesso à educação, rádio, jornal e informação oral. Dentro desse novo contexto cultural formaram-se grupos de intelectuais que já discutiam a possibilidade de emancipação do distrito. Entre eles estava o Sr. Júlio Campos, Sr. Olímpio Alves, Sr. Mário Murta, Sr Quintino Gomes, Sr. João Alexandrino e outras pessoas de renome.

Em 31 de dezembro de 1943, pelo Decreto Estadual nº 1.058, a Vila Gravatá tornou-se emancipada da cidade de Araçuaí, e, reunidos em assembleia, no dia 01 de janeiro de 1944, cuja pauta era dar novo nome ao Município recém-criado, estava muito difícil para os participantes chegarem a um consenso, pois cada um tinha uma opinião. As pessoas ainda estavam se acostumando com a nova moeda brasileira, o Cruzeiro, criada em novembro de 1942, em substituição ao Réis. Não tinham o hábito de falar “moeda,” pronunciavam “dinheiro.”

Diante da situação, o Sr. Olímpio Alves fez um discurso com palavras que se aproximavam dessas: “Estamos com um novo dinheiro circulando pelo Brasil afora. Ele chegou para melhorar nossas vidas e reduzir a miséria dos mais necessitados. Para que nossa terra tão querida seja próspera e que caminhe rumo ao progresso junto com o Cruzeiro, esse novo dinheiro, que ele nunca há de faltar para nossa gente, nada mais justo que nosso Município receba o nome de “Novo Cruzeiro.” Os demais integrantes da assembleia não tiveram palavras, e por unanimidade, aceitaram o nome sugerido. Foi assim que esse lugar recebeu a denominação de Novo Cruzeiro.

Nos anos sessenta já existia uma diferença de identidade entre as pessoas da cidade e do campo. Em 1962 o prefeito José Moura criou o jornal da cidade (O Novo Cruzeiro) que circulava quinzenalmente. Já podiam contar com Cine-teatro que exibia filmes, apresentação de bandas locais e peças teatrais. A matriz de São Bento sempre foi a igreja mais frequentada. Após as missas, aos domingos, frequentemente havia leilão e barraquinhas. No mês de julho já se realizava a festa do padroeiro, São Bento, evento que reunia pessoas das roças e da cidade.

No ano de 1966 aconteceu o que nenhum neocruzeirense gostaria que acontecesse: a Ferrovia Bahia-Minas foi desativada, seus trilhos foram arrancados. Além da perda do trem, que fazia parte do cotidiano das pessoas, perderam também muitos amigos que eram funcionários da rede e foram transferidos para outras regiões. Até hoje a ferrovia ainda permanece no imaginário de cada um.

Nesse contexto, muitas pessoas partiram em busca de melhores condições de vida nos grandes centros. Outras resistiram, seja por falta de recursos, ou por amor à terra, e formaram uma população que construiu com muito trabalho o legado que compõe o nosso patrimônio histórico e cultural.

Assim como outros municípios do Vale do Jequitinhonha, Novo Cruzeiro tem uma forte influência cultural, seja no artesanato, nas festas populares, nos costumes do povo e também na fabricação artesanal de doces, queijos, requeijões, goma (polvilho), biscoitos, farinhas e cachaça de qualidade. O cartão postal da cidade, que todos zelam, é composto pelas antigas construções da Ferrovia Bahia-Minas. A Estrada de Ferro Bahia-Minas A Estrada de Ferro Bahia-Minas, com 548 km de extensão, foi construída no final do século XIX por decreto do Imperador D. Pedro II, com o objetivo de proporcionar a Minas Gerais uma saída mais curta para o mar. A ferrovia aproveitava a trilha natural que se abria pelos vales Mucuri e Jequitinhonha, conectando Caravelas, no litoral baiano, à serra de Aimorés, na divisa com Minas Gerais. Caracterizada primariamente pelo setor agrícola, a região experimentou um crescimento significativo devido à produção de milho, feijão, café e extração de madeira. A ferrovia desempenhou um papel crucial no desenvolvimento local, direcionando a expansão das cidades ao seu redor. Em 1924, a inauguração da Estrada de Ferro Bahia-Minas em Novo Cruzeiro marcou um novo capítulo na região, trazendo progresso, educação, comércio e impulsionando a agricultura. A ferrovia se tornou um meio vital de transporte e comunicação, conectando a região ao mar, ao comércio e ao mundo, sendo o principal meio de transporte para as classes menos favorecidas por décadas. Contudo, com o advento do automobilismo, o governo passou a priorizar estradas de rodagem em todo o país, e as ferrovias entraram em decadência, restritas ao transporte de grandes cargas. Em 1966, com a desativação da Estrada de Ferro Bahia-Minas, cessaram os sons do apito poético e do tinir do sino nas estações. As memórias dessa época são preservadas nos conjuntos arquitetônicos remanescentes que compõem o patrimônio cultural da linha férrea: estações, casas dos agentes, pontilhões, caixas d’água, oficinas, casas dos truqueiros e a máquina nº 01, atualmente exposta na Praça Tiradentes em Teófilo Otoni.

Formação administrativa

O distrito de Bom Jesus do Lufa foi criado pela Lei Estadual Nº 1.039 de 12/12/1953 (lei estadual nº 2, de 14-09-1891), e anexados ao município de Arassuaí, possivelmente como vila, e depois distrito.

Pela lei estadual nº 843, de 07-09-1923, é criado o distrito de Gravatá (ex-povoado de São Bento), com terras desmembradas do distrito de Bom Jesus do Lufa, e anexado ao município de Arassuaí.

Pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943, desmembra-se do município de Arassuaí os distritos de Gravatá, Caraí e Lufa, para formar o novo município de Cruzeiro (ex-Gravatá)

Em 1944 Novo Cruzeiro ganha novo nome.

Elevado à categoria de município com a denominação de Caraí, pela lei estadual nº 336, de 27-12-1948, desmembrado de Novo Cruzeiro.

O distrito de Novilhona foi criado pela Lei Estadual Nº 1.039 de 12/12/1953 (Lei Estadual nº 843 de 7/9/1923), como parte do município de Malacacheta que se separou de Teófilo Otoni em 7 de setembro de 1923, pela Lei Estadual nº 843, não sendo possível saber quando se uniu a Novo Cruzeiro, possivelmente 1953.

O distrito de Queixada foi criado pela Lei Estadual Nº 1.039 de 12/12/1953.

Bandeira e Brasão

Bandeiras da cidade de Novo Cruzeiro, Minas Gerais, Brasil.
Brasão da cidade de Novo Cruzeiro, Minas Gerais, Brasil.

Geografia

População

O IBGE estima que em 2021 a cidade tenha uma população estimada em 31.339 habitantes, com a densidade demográfica em 2021 sendo de 18.40 hab./km²

Distrito Área
Novo Cruzeiro 574,43
Lufa 366,46
Novilhona 526,39
Queixada 236,24
Total 1703,52

Aspectos naturais

Clima: semiárido

Bioma: Mata Atlântica

Economia

PIB per capita 9.418,94 R$ [2020]
Receitas de Fontes Externas 91,2 % [2015]
IDHM 0,571 [2010]

Educação

Escolarização de 6 a 14 anos 95,7 % [2010]
IDEB – Anos iniciais do E.F 5,6 [2021]
IDEB – Anos finais do E.F 4,8 [2021]
Matrículas no E.F 4.280 matrículas [2021]
Matrículas no E. Médio 1.407 matrículas [2021]
Docentes no E.F 300 docentes [2021]
Docentes no E. Médio 129 docentes [2021]
Escolas: E.F 29 escolas [2021]
Escolas: E. Médio 7 escolas [2021]

Cultura & Turismo

Datas Comemorativas, Festas tradicionais e Festivais

1 de Janeiro - Dia da Emancipação Política do Município

Relação de Bens Protegidos pelo Município, pela União ou pelo Estado

Estação Ferroviária da Bahia-Minas e casa do agente Pç. Sargento Noraldino Rosa
Imagem de São Bentinho da Igreja São Francisco R. José Maria Preta - Capela São Francisco de Assis
Conj Paisag. da bacia do rio Jequitinhonha (Proteção Estadual)
Roda de Capoeira e/ou Ofício de Mestre da Capoeira (Proteção Federal)
Folias de Minas (Proteção Estadual)

Esporte

Bairros, Distritos e Comunidades Rurais

Distritos de Novo Cruzeiro

Atualmente são 4 distritos, Novo Cruzeiro (distrito-sede) e Lufa, Novilhona e Queixada.

1. Novo Cruzeiro

O distrito-sede de Novo Cruzeiro tem uma área de 574,43 km² dos 1703,52 km², ou seja, 33.72% do território.

Mapa do Distrito de Novo Cruzeiro

2. Lufa

O distrito de Lufa tem uma área de 366,46 km², ou seja, 21.51% do território, a lei de criação do distrito é a Lei Estadual Nº 1.039 de 12/12/1953 (Decreto-lei Estadual nº 148 de 17/12/1938).

Mapa do Distrito de Lufa

3. Novilhona

O distrito de Novilhona tem uma área de 526,39 km², ou seja, 30.90% do território, a lei de criação do distrito é a Lei Estadual Nº 1.039 de 12/12/1953 (Lei Estadual nº 843 de 7/9/1923), como parte do município de Malacacheta que se separou de Teófilo Otoni em 7 de setembro de 1923, pela Lei Estadual nº 843, não sendo possível saber quando se uniu ao Novo Cruzeiro.

Mapa do Distrito de Novilhona

4. Queixada

O distrito de Queixada tem uma área de 236,24 km², ou seja, 13.86% do território, a lei de criação do distrito é a Lei Estadual Nº 1.039 de 12/12/1953.

Mapa do Distrito de Queixada

Comunidades Rurais

Algumas delas são:

Mapa da Cidade de Novo Cruzeiro

Tempo na Cidade de Novo Cruzeiro

Distâncias

Distância Entre Novo Cruzeiro e Belo Horizonte:

Distância Entre Novo Cruzeiro e Teófilo Otoni:

Distância Entre Novo Cruzeiro e Almenara:

Distância Entre Novo Cruzeiro e Araçuaí:

Distância Entre Novo Cruzeiro e Capelinha:

Distância Entre Novo Cruzeiro e Diamantina:

Distância Entre Novo Cruzeiro e Pedra Azul:

Fonte: IBGE

Fonte: Fundação João Pinheiro

Fonte: Site da Prefeitura de Novo Cruzeiro

Fonte: Iepha